Gostas de música? Eu também.

Partilho da ideia de que não há um género musical melhor do que outro. Há sim, música má e música boa. Sem preconceitos.

Já descobri algo incrível onde menos esperava. Já mudei os gostos musicais. Já percorri caminhos em que “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Já me desiludi. Já percebi que a música, o som, seja lá de que forma for, ou te diz algo, ou não diz. Mas, a escuta, deve ser sem dogmas.

Tive a sorte de ter formação musical na minha educação, toco clarinete. Durante muito tempo não percebi o quão as mulheres instrumentistas eram e são invisíveis na música. Talvez nuns géneros mais do que noutros. É notório, mas só na idade adulta vim a aperceber-me dessa realidade, mesmo estando ali aos meus olhos, aos nossos olhos.

Há alguns anos que me interesso por jazz e música improvisada. Há algum tempo que procuro ir a concertos, assistir ao que se vai tocando. De todas as vezes, enquanto navego pelo som que ouço, há sempre um momento em que me pergunto: onde estão as mulheres? Por isso, decidi falar sobre elas.

Sofia Rajado

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